PARQUE ESTADUAL DO SUMIDORO


adicionado em 28/04/2011

RESENHA
O povo de Luzia – Em busca dos primeiros americanos, escrito por dois pesquisadores brasileiros e apresentado por um jornalista especializado (Reinaldo J. Lopes), é o que seu subtítulo indica: a história da descoberta de uma história. A partir da narrativa de achados paleontológicos espetaculares feitos por brasileiros (entre os quais um dos autores) em Lagoa Santa, MG, narra de modo claro e instigante não apenas a saga dos primeiros americanos, como a saga correlata dos embates científicos envolvidos. Paralelamente, o livro, ilustrado com desenhos, diagramas, mapas e fotos, traz desde uma síntese da origem do homem e da teoria darwinista até uma descrição da fauna e da flora antigas da América, bem como discussões sobre os possíveis modos de vida de nossos ancestrais.

A corrente dominante na paleontologia americana defende, ou defendia até agora, a “datação Clóvis”, pela qual os primeiros humanos chegaram à América da Sibéria há cerca de 11.000 anos. O sítio de Clóvis, como os centros científicos que o defendem, fica nos Estados Unidos. O questionamento dessa datação, em conseqüência de descobertas brasileiras, implicou desde a mobilização de velhas acusações de imperialismo cultural (do lado sul-americano) e de insuficiência acadêmica (do norte-americano), até questões étnico-político-culturais. Pois a “datação Clóvis” significa que a colonização do continente se deu exclusivamente por povos asiáticos vindos por terra, enquanto as pesquisas brasileiras desenham outro quadro: 1) a ocupação americana é anterior a Clóvis; 2) ela se iniciou com povos de provável origem polinésia, vindos do Pacífico, depois desalojados pelos siberianos. Ou seja, as pesquisas brasileiras não deixam pedra sobre pedra da teoria central da paleontologia norte-americana.

A ciência está hoje no centro dos debates. De um lado, é a fiadora de grandes façanhas, do Hubble à engenharia genética. De outro, é alvo de duros ataques, que unem religiosos, ambientalistas e multiculturalistas. Dessa ambigüidade não escapa a paleontologia (mas escapa o livro, ao defender de forma firme a robustez do darwinismo). Entre outros motivos, porque a história escrita pela ciência é distinta da contada pelos mitos. E hoje é politicamente incorreto contestar os mitos de outras culturas. Se os ameríndios dizem que seus povos foram criados pelos deuses nos locais em que vivem, afirmar descenderem de asiáticos que cruzaram Behring na última Era Glacial ou, talvez pior, de polinésios que cruzaram o oceano, é uma forma de desrespeito – ainda que involuntário – ao mito tribal (como no caso do “Homem de Kennewick”, descrito no livro). Se não bastasse, há os próprios embates intracientíficos.

Há correntes dominantes em todas as áreas científicas, que eventualmente são questionadas por novas descobertas, como aqui. Quando tal ocorre, os cientistas tendem a se comportar com mais zelo que ousadia intelectual, defendendo verbas, carreiras e instituições erguidas sobre as teorias agora questionadas. O povo de Luzia – Em busca dos primeiros americanos está, enfim, no centro de tudo isso. Nas palavras do apresentador, “abre uma janela fascinante sobre a saga dos primeiros americanos e sobre o processo científico, [...] na voz profundamente pessoal dos autores, com toques de paixão, humor e ironia”.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: O POVO DE LUZIA: EM BUSCA DOS PRIMEIROS AMERICANOS
ISBN: 9788525044181
IDIOMA:
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 336 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2008
ANO EDIÇÃO: 2008
AUTOR: Luis Beethoven Pilo | Walter Alves Neves

obras de revitalização do Parque Estadual do Sumidouro, na divisa dos municípios de Pedro Leopoldo e Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), vão ser iniciadas ainda este ano. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) publica nos próximos dias licitação, no valor de R$ 1,6 milhão, para o começo dos trabalhos. Os recursos serão investidos na restauração da Casa de Fernão Dias e na construção de um anexo, onde serão implantados um centro receptivo e um espaço para aulas sobre Fernão Dias e os bandeirantes. Também consta do projeto a construção da sede administrativa do parque, de um alojamento, de dois laboratórios para pesquisa e de duas portarias.

O parque foi criado em 1980, pelo Decreto 20.375, e tem uma área de 1,3 mil hectares. Administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), a unidade de conservação abriga, entre outros tesouros arqueológicos e belezas naturais, a Gruta da Lapinha, um dos sítios estudados pelo dinamarquês Peter Lund (1801-1880), considerado o pai da paleontologia brasileira.

Além da revitalização do Parque do Sumidouro, o Vetor Norte da RMBH – que está vivendo um momento de crescimento socioeconômico, em razão da construção do Centro Administrativo do governo do estado, da Implantação da Linha Verde e do Aeroporto Industrial, além de vários empreendimentos privados de grande porte – pode ganhar mais 13 áreas de preservação ambiental. O Instituto Estadual de Florestas (IEF) publica no mês que vem edital para contratar a empresa que fará os estudos para a criação do Sistema de Áreas Protegidas (SAP).

O SAP prevê a criação de cerca de 15 mil hectares de reservas ambientais, o correspondente a 10% da área total dos 11 municípios da região. O principal objetivo é proteger a área cárstica, onde estão importantes sítios paleontológicos, arqueológicos e espelológicos. A iniciativa faz parte do Plano de Governança Ambiental e Urbanística, criado pelo governo do Estado justamente para conciliar o desenvolvimento socioeconômico do Vetor Norte com a preservação ambiental, impedindo a ocupação desordenada e a destruição do meio ambiente.

De acordo com o subsecretário de Gestão Ambiental Integrada da Semad, Ilmar Bastos, os estudos são o segundo passo do projeto de criação do Sistema de Áreas Protegidas. O primeiro foi o levantamento feito pelo IEF, que identificou as áreas de preservação existentes na região.

"Agora, vamos verificar a situação em que essas áreas se encontram. Se sofreram muito com a ação do homem ao longo do tempo, se estão conectadas entre si, se precisam de um trabalho de recuperação. Enfim, vamos fazer um diagnóstico da situação dessas reservas", disse Ilmar, acrescentando que esse trabalho de levantamento deve durar entre seis meses e um ano.

"Já temos alocados R$ 1 milhão para esses estudos. A previsão é de que o contrato seja assinado em setembro e o trabalho comece imediatamente. Pelo Plano de Governança Ambiental e Urbanística, temos prazo até 2010 para a implantação das áreas verdes. É o que vamos fazer". O subsecretário afirmou ainda que as unidades de conservação a serem criadas vão resultar num sistema de corredores ecológicos que assegurarão a proteção efetiva da região.
No levantamento inicial feito pelo IEF, que resultou na proposta de criação das 13 áreas a serem transformadas em unidades de conservação, está prevista a implantação de cinco parques estaduais, seis monumentos naturais, um refúgio da vida silvestre e uma reserva biológica.
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ÁREAS A SEREM CRIADAS

Parque Estadual Cerca Grande - Matozinhos

Parque Estadual Poções - Matozinhos - Refúgio da Vida Silvestre da Cauaia - Matozinhos

Monumento Natural Planalto de Dolinas - Matozinhos e Pedro Leopoldo - Parque Estadual Confins - Confins

Monumento Natural Experiência da Jaguará - Matozinhos - Parque Estadual Macaúbas - Santa Luzia

Monumento Natural Escrivânia - Prudente de Moraes - Monumento Natural Vargem da Pedra - Matozinhos

Monumento Natural Várzea das Flores - Lagoa Santa - Monumento Natural Lapa Vermelha - Pedro Leopoldo

Reserva Biológica Serra das Aroeiras - Pedro Leopoldo - Parque Estadual Serra do Sobrado - São José da Lapa
fonte: Jornal Estado de Minas de 17/05/2008

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